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MORAR FORA DO BRASIL- Desafios e estratégias para o seu bem estar

  • Foto do escritor: Elisangela Alves de Souza
    Elisangela Alves de Souza
  • 27 de out. de 2024
  • 4 min de leitura

Atualizado: 29 de set. de 2025


Morar fora do Brasil é um sonho para muitas pessoas, seja para buscar novas oportunidades de carreira, estudar ou melhorar sua qualidade de vida. No entanto, mudar-se para outro país traz uma série de desafios emocionais e psicológicos que muitas vezes não são previstos. A saúde mental durante o processo de imigração é essencial, pois envolve adaptação cultural, afastamento dos vínculos familiares e sociais, e a realidade de enfrentar um ambiente novo. Este artigo explora os principais desafios para a saúde mental de brasileiros que vivem no exterior e apresenta estratégias para lidar com essas questões de forma saudável.

 

DESAFIOS PSICOLÓGICOS DE VIVER NO EXTERIOR

 

Viver em outro país pode ser enriquecedor, mas envolve um processo de adaptação que, para muitas pessoas, desencadeia muito desafios a seresm enfrentados.


Os principais desafios incluem:

 

1. Choque Cultural

O choque cultural é um dos primeiros obstáculos enfrentados por quem decide morar fora. Ele ocorre quando os costumes, a língua e as normas sociais do novo país diferem muito do que é familiar, gerando frustração, confusão e até isolamento. Até mesmo atividades cotidianas, como se comunicar ou interagir socialmente, podem se tornar fontes de estresse para quem está se adaptando.

 

2. Solidão e Distância Familiar

A saudade da família e dos amigos é uma das partes mais difíceis de morar fora do seu país de origem. A falta de uma rede de apoio local pode gerar solidão, especialmente em datas comemorativas, como aniversários e festas de fim de ano, afetando negativamente sua saúde mental.

 

3. Barreiras Linguísticas

Mesmo quando se tem conhecimento da língua local, a comunicação diária em um idioma estrangeiro pode ser estressante e frustrante. Dificuldades em expressar pensamentos e a insegurança com erros podem afetar a autoestima e aumentar a sensação de vulnerabilidade.

 

4. Instabilidade Econômica e Profissional

A adaptação ao mercado de trabalho no exterior também pode ser desafiadora. A incerteza em relação à carreira, a necessidade de recomeçar ou o alto custo de vida em alguns países geram ansiedade e estresse financeiro.

 

5. Pressão por Adaptação Rápida 

A expectativa de adaptação rápida coloca pressão sobre o imigrante. A sensação de que “não há tempo” para se adaptar naturalmente pode gerar angústia, aumentando o risco de ansiedade e depressão.

 

IMPACTOS NA SAÚDE MENTAL

 

Esses desafios podem contribuir para o surgimento ou agravamento de problemas como:

 

- Ansiedade: A incerteza sobre o futuro, as dificuldades de comunicação e a sensação de não pertencer são fatores que podem gerar ansiedade elevada.

- Depressão: A solidão e o distanciamento emocional podem levar ao desenvolvimento de sintomas depressivos, como apatia e isolamento social.

- Estresse Crônico: A adaptação constante e o estado de alerta podem resultar em estresse crônico, prejudicando a saúde mental e física.

- Síndrome de Burnout: A pressão pela adaptação rápida, somada às demandas profissionais e pessoais, pode levar ao burnout.

 

ESTRATÉGIAS PARA MANTER A SAÚDE MENTAL

 

Apesar dos desafios emocionais, há estratégias eficazes para cuidar da saúde mental ao viver no exterior:

 

1. Crie uma Rede de Apoio

Estabelecer uma rede de apoio é fundamental. Grupos de brasileiros e locais podem oferecer suporte social e emocional, proporcionando um espaço para compartilhar experiências e criar conexões.

 

2. Busque Psicoterapia

A terapia, presencial ou online, ajuda a lidar com o estresse e as dificuldades emocionais de se morar fora. Muitos optam por terapia online com psicólogos brasileiros, o que permite um acompanhamento sem barreiras de língua e cultura.

 

3. Pratique Autocuidado

Práticas de autocuidado, como meditação, exercícios físicos, hobbies e alimentação saudável, são essenciais. Respeitar o tempo de adaptação e evitar cobranças excessivas também são práticas de autocuidado.

 

4. Estabeleça Novas Rotinas

Manter uma rotina estruturada pode trazer sensação de normalidade, reduzindo a insegurança e facilitando a adaptação ao novo ambiente.

 

5. Mantenha Contato com Amigos e Família no Brasil 

Com a ajuda da tecnologia, procure manter contato com amigos e familiares brasileiros, esta atitude pode te ajudar a reduzir o sentimento de isolamento e solidão.

 

6. Aprenda a Língua Local com Paciência

Aprender a língua do novo país é essencial, mas é importante ter paciência com o processo e celebrar pequenos progressos para manter-se motivado.

 

7. Aceite o Tempo de Adaptação

A adaptação leva tempo, e não existe um prazo definido para que ela ocorra. Aceitar essa realidade e ser gentil consigo mesmo ajuda a aliviar a pressão.

 

Morar fora do Brasil é uma experiência desafiadora que exige resiliência e força emocional. Os desafios para a saúde mental são reais, mas com estratégias adequadas — como criar uma rede de apoio, buscar psicoterapia, praticar autocuidado e respeitar o tempo de adaptação — é possível manter o bem-estar emocional e construir uma vida equilibrada no país adotado. Encarar esses desafios de forma saudável torna a experiência enriquecedora e menos estressante, promovendo uma jornada de crescimento e aprendizado pessoal.

Caso voce esteja identificando que precisa de ajuda e suporte profissional, entre em contato comigo pra alinharmos um horário.


Elisangela Alves de Souza

Psicóloga Clínica CRP06/81173  

Psicóloga há 20 anos e Gestalt-terapeuta pelo Instituto Sedes Sapientiae e pela Universidade Federal de Goiás.

“Acredito que o homem é um ser integrado entre corpo, mente e emoções e consegue construir uma vida mais saudável quando investe em seu autoconhecimento e desenvolve contatos de boa qualidade consigo e com o mundo que o cerca.”

 
 

Psicóloga Elisangela Souza 

CRP 06/81173

Al. Grajaú, 98 - 18º and. Alphaville

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